quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PARABÉNS "ESCOLA REGINA COELI!"





Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos.

                                                                                                                                   Albert Einstein






Neste sábado, professores, alunos, e funcionários estarão em festa , pois a escola estará alcançando a maioridade!



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"PROJETO ÍTALO" INCENTIVA A LEITURA


O Jornal O LIBERAL de hoje traz a Escola Regina Coeli na mídia. Uma notícia maravilhosa! "O projeto Ítalo",que a professora Luzia Almeida desenvolve na Escola. Pela manhã deste mesmo dia, a professora Luzia e a  turma da 8ª série estará divulgando o projeto na Feira do Livro.


Luzia Almeida postou em seu blog: Uma vida melhor é o que desejamos. Desta maneira entendemos que a obra PROCURA-SE UM INVENTOR do escritorDANIEL LEITE contribui no corpo deste projeto com o personagem ÍTALO, modelo de mente investigativa: "Quem inventou a palavra?" É uma busca inventada pela linguagem associada a aspectos de afeição e de bem-querer.
(...)
Busca e pesquisa que também poderá ser associada a raciocínios e digressões interessantes...
***
Acesse o Blog http://luzia-poesia.blogspot.com.br/

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Comunicar-se é uma necessidade de todo ser humano!


Assim como ao redor do mundo encontram-se diferentes línguas, dialetos e culturas, há uma parte especial da população mundial que também tem seu linguajar peculiar: são as pessoas com deficiência auditiva.

Ao contrário do que se imagina, a Libras têm sua própria gramática e não é apenas sinais indicativos que são decifrados. Há um estudo sobre as letras, números e cursos para os interessados a aprender a linguagem, sejam Pessoas com déficit auditivo ou não. A Libras foi classificada como um tipo de língua justamente por passar por todos os níveis linguísticos: morfológico, sintático, semântico e fonológico.

 "Para a maioria das crianças, a língua oficial do país onde vivem é, simultaneamente, língua materna e língua de escolarização – não o é, no entanto, para os Surdos. Para essa população, a língua de aquisição espontânea e natural terá de ser uma língua gestual. Há que lembrar, contudo, que a língua de escolarização, em que se aprende a ler, e se estuda, é uma língua oral (no nosso caso, a Língua Portuguesa), o que faz com que a escola precise de ensinar estas crianças a ler e a escrever, isto é, a conhecer o Português escrito. O uso de uma língua gestual e de uma língua oral torna imperioso que na educação da criança se tenha sempre presente o desenvolvimento de competências que lhe permitam funcionar, eficaz, cômoda e adequadamente nas duas línguas e nas duas comunidades".(Disponível em http://mundodosilencio.blogspot.com.br)


 Além das mãos, as expressões faciais ou corporais são 
de grande importância para a Língua de Sinais

De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva  2007, para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngue – Língua Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença linguística, orienta-se que o aluno surdo esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. 
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais.

sábado, 18 de agosto de 2012

ADAPTAÇÕES E DICAS BÁSICAS PARA ATENDER NECESSIDADES ESPECIAIS EM ALUNOS SURDOS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA




_ Posicionar o aluno na sala de aula de forma que possa ver os movimentos do rosto (orofaciais) do professor e de seus colegas;
_ utilizar a escrita e outros materiais visuais para favorecer a apreensão das informações abordadas verbalmente;
_ utilizar os recursos e materiais adaptados disponíveis: treinador de fala, tablado, softwares educativos, solicitar que o aluno use a prótese auditiva,
etc.;
_ utilizar textos escritos complementados com elementos que favoreçam sua compreensão: linguagem gestual, língua de sinais;
_ apresentar referências importantes e relevantes sobre um texto (o contexto histórico, o enredo, os personagens, a localização geográfica, a biografia do autor, etc.) em língua de sinais, oralmente, ou utilizando outros recursos, antes de sua leitura;
_ promover a interpretação de textos por meio de material plástico (desenho, pintura, murais, etc.) ou de material cênico (dramatização e mímica);
_ utilizar um sistema alternativo de comunicação adaptado às possibilidades e necessidades do aluno: língua de sinais, leitura orofacial, linguagem
gestual, etc.
_ Há alunos que conseguem ler os movimentos dos lábios. Assim, o professor e os colegas devem falar o mais claramente possível, evitando voltar-se de costas enquanto fala. É extremamente difícil para estes alunos anotarem nas aulas, durante a exposição oral da matéria, principalmente aqueles que fazem leitura labial enquanto o professor fala;
_ É sempre útil fornecer uma cópia dos textos com antecedência, assim como uma lista da terminologia técnica utilizada na disciplina, para o aluno tomar conhecimento das palavras e do conteúdo da aula a ser lecionada;
_ Este estudante pode necessitar de tempo extra para responder aos testes;
_ Fale com naturalidade e clareza, não exagerando no tom de voz;
_ Evite estar em frente à janela ou outras fontes de luz, pois o reflexo pode obstruir a visão;
_ Quando falar, não ponha a mão na frente da boca;
_ Quando utilizar o quadro ou outros materiais de apoio audiovisual, primeiro exponha os materiais e só depois explique ou vice-versa (ex: escreva o exercício no quadro ou no caderno e explique depois e não simultaneamente);
_ Repita as questões ou comentários durante as discussões ou conversas e indique (por gestos) quem está falando para uma melhor compreensão por parte do aluno;
_ Escreva no quadro ou no caderno do aluno datas e informações importantes, para assegurar que foram entendidas;
_ Durante as avaliações, o aluno deverá ocupar um lugar na fila da frente.
_Um pequeno toque no ombro dele poderá ser um bom sistema parachamar-lhe a atenção, antes de fazer um esclarecimento.

Dicas básicas para a convivência com pessoas surdas ou com deficiência auditiva no dia a dia
_ Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque levemente em seu braço;
_ Se ela fizer leitura labial, fale de frente para ela e não cubra sua boca com gestos e objetos. Usar bigode também atrapalha;
_ Quando estiver conversando com uma pessoa surda, pronuncie bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar;
_ Não adianta gritar;
_ Se souber algumas palavras na língua brasileira de sinais, tente usá-las.
De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas;
_ Seja expressivo. As expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão boas indicações do que você quer dizer, em substituição ao
tom de voz;
_ Mantenha sempre contato visual; se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou;
_ A pessoa surda que é oralizada (ou seja, que aprendeu a falar) pode não ter um vocabulário extenso. Fale normalmente e, se perceber que ela não entendeu, use um sinônimo (carro em vez de automóvel, por exemplo);
_ Nem sempre a pessoa surda que fala tem boa dicção. Se não compreender o que ela está dizendo, peça que repita. Isso demonstra que você realmente está interessado e, por isso, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas vezes for necessário para que sejam entendidas;
_ Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar, seja qual for o método. 

 Retirado do artigo INCLUSÃO ESCOLAR DO ALUNO COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS   ESPECIAIS: contribuições ao professor do Ensino Regular
Elzabel Maria Alberton Frias (Profª PDE) e Maria Christine Berdusco Menezes (Orientadora/FAFIPA)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

DICAS PARA O TRABALHO COM ALUNOS DE BAIXA VISÃO

Recomenda-se a utilização de:

1) lápis 6B ou com grafite escuro;

2) hidrocor ou caneta esferográfica preta;

3) papel branco com pautas ampliadas e/ou reforçadas em preto;

4) textos ampliados manualmente ou em computador;

5) gravuras simples, com poucos detalhes, contrastes intensos, cores vivas e contornos bem definidos;

6) máximo de contraste: preto sobre branco ou branco sobre preto (no pa-pel e no quadro-de-giz);

7) tiposcópio para leitura (serve como guia-de-linha e destaca o texto);


8) iluminação, preferencialmente, natural;

9) luminária com garras ou de pé, com haste flexível e lâmpadas fluorescentes ou incandescentes;

10) suporte inclinado para material de leitura e escrita.

Observações:

1) evitar papéis brilhosos para leitura;

2) permitir que o aluno sente-se próximo ao quadro-de-giz;

3) as sugestões acima não impedem que também se utilizem recursos ópticos, quando necessário;

4) sugerimos que o aluno seja avaliado por um especialista em baixa visão para que seja feita a prescrição adequada.






 Aluno Fábio demonstrando como  se utiliza a máquina perkins ( máquina braille)


 José Inácio no atendimento
 Aluno Lucas Brito, fazendo uso da Lupa Eletrônica




quarta-feira, 6 de junho de 2012

PAIS MAUS


Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Construindo Fraternidade
Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queremos pagar”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo: Eu os amei o suficiente para dizer-lhes“não”, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e alguns momentos até me odiaram. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estamos contentes, vencemos! Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães; quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: “Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo.”
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Eles insistiam em saber onde estávamos à toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Papai insistia para que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, maseles “violavam as leis do trabalho infantil”. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam sempre conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar.
Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo de tudo para sermos“PAIS MAUS”, como os nossos foram.
Dr. Carlos Hecktheuer
Médico Psiquiatra
Passo Fundo - RS
crhecktheuer@tpo.com.