sexta-feira, 19 de abril de 2013

O ALFABETO BRAILE




O alfabeto Braille foi criado pelo francês Louis Braille , a cerca de cento e setenta anos, o sistema de escrita para cegos que levaria seu nome.

O sistema braille não é uma linguagem, como algumas pessoas pensam. Ele é acessível a todas as pessoas, e utilizado como método de leitura para cegos.

Trata-se de uma combinação de seis pontos que, conforme são dispostos no papel, representam determinado símbolo ou letra. Como os pontos ficam em alto relevo, é possível, através do tato, detectarmos o que está escrito.

Os pontos são dispostos num “retângulo”, que chamamos de Cela Braille. Do lado esquerdo da cela braille, ficam, um embaixo do outro, os pontos 1, 2 e 3; a direita, ficam os pontos 4, 5 e 6.
                                                                                                                         Texto extraido do blog de Deise Vitória

domingo, 16 de dezembro de 2012

EDUCAÇÃO INCLUSIVA


DICAS PARA ESTUDAR LIBRAS
LIBRAS é uma língua que precisa de um mediador para lhe ensinar, pois possui muitas especificidades, que são diferentes da língua oral.

Mas, muitas pessoas fazem os cursos de LIBRAS, e depois param de estudar ou dar continuidade por vários motivos, esse pode ser o seu caso.

Para melhorar seu desempenho na LIBRAS, você pode fazer esses exercícios:

1- VOCABULÁRIO

Procure aprender mais vocabulário. Isso exige disciplina! Estabeleça um número diário de sinais novos, e cumpra seu cronograma. Ao aprender os vocabulários, você poderá se concentrar em outras questões da LIBRAS. Faça uma tabela e preencha cada vez que aprender um sinal novo, construindo uma frase em LIBRAS. Caso haja alguma dúvida, você pode conversar com seu professor(a) de Libras.

Exemplo:

Sinal novo: ACORDAR

Descrição: as duas mãos em configuração de S, movimento cruzado

Frase: EU QUERER ACORDAR 6 HORA MANHÃ.

2- MEMORIZAÇÃO

Esse é um item que é muito importante na Libras, a memorização.Os alunos costumam chegar na sala de aula preocupados pela quantidade de sinais que devem aprender. Mas para facilitar sua memorização, anote a descrição do sinal.

Caso esteja em uma palestra, culto sinalizado ou em outra situação que exista um surdo ou intérprete, carregue um caderninho e observe seus sinais. Caso a pessoa faça um sinal novo para você, descreva-o em seu caderno, como no exemplo acima, se você sabe desenhar, melhor ainda!

Ao chegar em casa, preencha a sua tabela de sinais novos e já coloque o sinal novo em uma frase. Ao perceber que foi memorizado, passe para outro.

3- CONFIGURAÇÃO DE MÃO

Uma das dificuldades dos alunos é fazer os movimentos das mãos. Lembre-se que cada sinal possui uma configuração de mão específica.

Exemplo: SINAL DE CONHECER

( FALTA POSTAR IMAGEM)

4- TRANSCRIÇÃO DO PORTUGUÊS PARA LIBRAS

Após memorizar os vocabulários e colocá-los em prática, você já pode ir para o próximo passo, a tradução.

Escolha um vídeo do dicionário e trabalhe em cima dele. Veja o vídeo duas vezes, para ficar familiarizado com a sinalização da pessoa, e ver se conhece os sinais.

Caso não conheça, pesquise sobre esses sinais.

Após, com um caderno ou mesmo no computador, transcreva a “fala” da pessoa em Português.

Isso irá lhe auxiliar na compreensão dos sinais, a entender a formação das frases em Libras, a perceber os classificadores, além de prepará-lo para a tradução mais futuramente.

No sistema de Transcrição da Libras, as palavras devem estar em letra maiúscula, conter o gênero neutro, exemplificação de sinal composto entre outras questões.

5- MÚSICA EM LIBRAS EM LIBRAS

Escolha uma música e trabalhe em cima dela. Escute-a algumas vezes, escreva a letra em Português e faça uma tabela dessa maneira.

Nome da Música: Início em: 00/00/0000

Português Libras

a) No começo, você irá fazer uma tradução literal, não tem problema nessa etapa, pois você está preocupado em achar um sinal correspondente à palavra em Português.

b) Depois de ter feito a transcrição Literal, faça somente os sinais e tente perceber se o surdo compreenderia o sentido da letra da música. Provavelmente a resposta é não!

c) Agora vem a parte mais trabalhosa, fazer uma tradução CULTURAL e não LITERAL. Muitas músicas possuem sentido figurado, que ficam estranho na tradução literal para Língua de Sinais.

Exemplo:

Português- Eu vou morrer de amor por você

Libras- EU MORRER AMOR VOCÊ.

O sinal de MORRER aqui fica fora do contexto cultural, pois o sinal de morrer é utilizado como morte mesmo. Pensando culturalmente, seria melhor fazer o sinal de AMORmuito adicionado da expressão facial de apaixonado.

d) é preciso encontrar outras maneiras de dizer a frase em Libras, de modo que fique claro para o surdo o sentido da frase, e não a transcrição literal, ou seja, o Português Sinalizado.

6- TRADUÇÃO.

Você pode escolher um vídeo, e gravar sua tradução. Escute sua tradução e refaça novamente. Perceba suas pausas, se houve dúvida em algum sinal, se teve problema de tradução, se a sua voz correspondeu a entonação do sinalizador em Libras.

Então, com essas dicas, você pode perceber que muito esforço depende de você!

Mãos a obra e bom estudo!
                                                                                                     Texto extraído do blog de Priscila Festa




quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PARABÉNS "ESCOLA REGINA COELI!"





Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos.

                                                                                                                                   Albert Einstein






Neste sábado, professores, alunos, e funcionários estarão em festa , pois a escola estará alcançando a maioridade!



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"PROJETO ÍTALO" INCENTIVA A LEITURA


O Jornal O LIBERAL de hoje traz a Escola Regina Coeli na mídia. Uma notícia maravilhosa! "O projeto Ítalo",que a professora Luzia Almeida desenvolve na Escola. Pela manhã deste mesmo dia, a professora Luzia e a  turma da 8ª série estará divulgando o projeto na Feira do Livro.


Luzia Almeida postou em seu blog: Uma vida melhor é o que desejamos. Desta maneira entendemos que a obra PROCURA-SE UM INVENTOR do escritorDANIEL LEITE contribui no corpo deste projeto com o personagem ÍTALO, modelo de mente investigativa: "Quem inventou a palavra?" É uma busca inventada pela linguagem associada a aspectos de afeição e de bem-querer.
(...)
Busca e pesquisa que também poderá ser associada a raciocínios e digressões interessantes...
***
Acesse o Blog http://luzia-poesia.blogspot.com.br/

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Comunicar-se é uma necessidade de todo ser humano!


Assim como ao redor do mundo encontram-se diferentes línguas, dialetos e culturas, há uma parte especial da população mundial que também tem seu linguajar peculiar: são as pessoas com deficiência auditiva.

Ao contrário do que se imagina, a Libras têm sua própria gramática e não é apenas sinais indicativos que são decifrados. Há um estudo sobre as letras, números e cursos para os interessados a aprender a linguagem, sejam Pessoas com déficit auditivo ou não. A Libras foi classificada como um tipo de língua justamente por passar por todos os níveis linguísticos: morfológico, sintático, semântico e fonológico.

 "Para a maioria das crianças, a língua oficial do país onde vivem é, simultaneamente, língua materna e língua de escolarização – não o é, no entanto, para os Surdos. Para essa população, a língua de aquisição espontânea e natural terá de ser uma língua gestual. Há que lembrar, contudo, que a língua de escolarização, em que se aprende a ler, e se estuda, é uma língua oral (no nosso caso, a Língua Portuguesa), o que faz com que a escola precise de ensinar estas crianças a ler e a escrever, isto é, a conhecer o Português escrito. O uso de uma língua gestual e de uma língua oral torna imperioso que na educação da criança se tenha sempre presente o desenvolvimento de competências que lhe permitam funcionar, eficaz, cômoda e adequadamente nas duas línguas e nas duas comunidades".(Disponível em http://mundodosilencio.blogspot.com.br)


 Além das mãos, as expressões faciais ou corporais são 
de grande importância para a Língua de Sinais

De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva  2007, para o ingresso dos alunos surdos nas escolas comuns, a educação bilíngue – Língua Portuguesa/Libras desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da escola. O atendimento educacional especializado para esses alunos é ofertado tanto na modalidade oral e escrita quanto na língua de sinais. Devido à diferença linguística, orienta-se que o aluno surdo esteja com outros surdos em turmas comuns na escola regular. 
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais.

sábado, 18 de agosto de 2012

ADAPTAÇÕES E DICAS BÁSICAS PARA ATENDER NECESSIDADES ESPECIAIS EM ALUNOS SURDOS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA




_ Posicionar o aluno na sala de aula de forma que possa ver os movimentos do rosto (orofaciais) do professor e de seus colegas;
_ utilizar a escrita e outros materiais visuais para favorecer a apreensão das informações abordadas verbalmente;
_ utilizar os recursos e materiais adaptados disponíveis: treinador de fala, tablado, softwares educativos, solicitar que o aluno use a prótese auditiva,
etc.;
_ utilizar textos escritos complementados com elementos que favoreçam sua compreensão: linguagem gestual, língua de sinais;
_ apresentar referências importantes e relevantes sobre um texto (o contexto histórico, o enredo, os personagens, a localização geográfica, a biografia do autor, etc.) em língua de sinais, oralmente, ou utilizando outros recursos, antes de sua leitura;
_ promover a interpretação de textos por meio de material plástico (desenho, pintura, murais, etc.) ou de material cênico (dramatização e mímica);
_ utilizar um sistema alternativo de comunicação adaptado às possibilidades e necessidades do aluno: língua de sinais, leitura orofacial, linguagem
gestual, etc.
_ Há alunos que conseguem ler os movimentos dos lábios. Assim, o professor e os colegas devem falar o mais claramente possível, evitando voltar-se de costas enquanto fala. É extremamente difícil para estes alunos anotarem nas aulas, durante a exposição oral da matéria, principalmente aqueles que fazem leitura labial enquanto o professor fala;
_ É sempre útil fornecer uma cópia dos textos com antecedência, assim como uma lista da terminologia técnica utilizada na disciplina, para o aluno tomar conhecimento das palavras e do conteúdo da aula a ser lecionada;
_ Este estudante pode necessitar de tempo extra para responder aos testes;
_ Fale com naturalidade e clareza, não exagerando no tom de voz;
_ Evite estar em frente à janela ou outras fontes de luz, pois o reflexo pode obstruir a visão;
_ Quando falar, não ponha a mão na frente da boca;
_ Quando utilizar o quadro ou outros materiais de apoio audiovisual, primeiro exponha os materiais e só depois explique ou vice-versa (ex: escreva o exercício no quadro ou no caderno e explique depois e não simultaneamente);
_ Repita as questões ou comentários durante as discussões ou conversas e indique (por gestos) quem está falando para uma melhor compreensão por parte do aluno;
_ Escreva no quadro ou no caderno do aluno datas e informações importantes, para assegurar que foram entendidas;
_ Durante as avaliações, o aluno deverá ocupar um lugar na fila da frente.
_Um pequeno toque no ombro dele poderá ser um bom sistema parachamar-lhe a atenção, antes de fazer um esclarecimento.

Dicas básicas para a convivência com pessoas surdas ou com deficiência auditiva no dia a dia
_ Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque levemente em seu braço;
_ Se ela fizer leitura labial, fale de frente para ela e não cubra sua boca com gestos e objetos. Usar bigode também atrapalha;
_ Quando estiver conversando com uma pessoa surda, pronuncie bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar;
_ Não adianta gritar;
_ Se souber algumas palavras na língua brasileira de sinais, tente usá-las.
De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas;
_ Seja expressivo. As expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão boas indicações do que você quer dizer, em substituição ao
tom de voz;
_ Mantenha sempre contato visual; se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou;
_ A pessoa surda que é oralizada (ou seja, que aprendeu a falar) pode não ter um vocabulário extenso. Fale normalmente e, se perceber que ela não entendeu, use um sinônimo (carro em vez de automóvel, por exemplo);
_ Nem sempre a pessoa surda que fala tem boa dicção. Se não compreender o que ela está dizendo, peça que repita. Isso demonstra que você realmente está interessado e, por isso, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas vezes for necessário para que sejam entendidas;
_ Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar, seja qual for o método. 

 Retirado do artigo INCLUSÃO ESCOLAR DO ALUNO COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS   ESPECIAIS: contribuições ao professor do Ensino Regular
Elzabel Maria Alberton Frias (Profª PDE) e Maria Christine Berdusco Menezes (Orientadora/FAFIPA)