quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

PROJETO REGINA COELI: UMA ESCOLA PARA TODOS

          O tema da inclusão está presente no cotidiano da educação. Cada vez mais professores estão entendendo que as diferenças não só devem ser aceitas, mas também acolhidas como subsídio para a construção do processo escolar. "E não se trata apenas de admitir a matrícula dessas crianças, isso nada mais é do que cumprir a lei". Aprender a conviver com as diferenças é um crescimento pessoal, um passo nas relações interpessoais.

          Sendo assim, a educação na perspectiva escolar é uma questão de direitos humanos, e os indivíduos com deficiências devem fazer parte das escolas, as quais devem modificar seu funcionamento para incluir todos os alunos. Esta é a mensagem que foi claramente transmitida pela Declaração de Salamanca/Espanha (1994, Conferência Mundial Sobre Educação Especial, UNESCO) em defesa de uma sociedade para todos partindo do princípio fundamental de que todas as pessoas devem aprender juntos, independente de quaisquer dificuldades ou diferenças que possam ter.
       Giroux, (1997) afirma que, a educação inclusiva traz uma contribuição para uma educação diferente, transformadora, que vai além da visão neoliberal de capacitação. Que o convívio com a diversidade com toda a sua riqueza, só irá ajudar na formação de indivíduos mais críticos para decidir, e não para servir.
Nessa perspectiva, a Escola E. E. F. M " Regina Coeli Sousa Silva"  atende alunos que apresentam deficiências e/ou necessidades educativas especiais. Alunos da  escola e de escolas públicas do entorno, fazem acompanhamento na Sala de Recursos Multifuncionais-SRM.
A instituição escolar, já está adaptando-se e procura participar dessa inclusão dos alunos na rede regular de ensino que apresentam necessidades educacionais especiais, não somente na permanência física destes, mas, com o propósito de rever concepções e paradigmas, procurando respeitar e valorizar a diversidade desses alunos, com isso a escola expande as responsabilidades e cria espaços inclusivos. Pois, a estrutura física da escola já está parcialmente, adaptadas com rampas, na entrada da administração e dos  banheiros, e, como atende uma demanda maior de alunos com baixa visão , já estão planejando construir em suas dependências o piso e o corrimão tátil para facilitar a locomoção e autonomia destes que necessitam de uma orientação maior dentro das dependências da escola. Demonstrando que a inclusão significa que não é o aluno que se molda ou se adapta à escola, mas a escola consciente de sua função coloca-se a disposição do aluno.
        Sabe como e quando foi e/ou será dado continuidade ao projeto? O projeto já teve uma mostra  em 2011 e será desenvolvido durante o ano letivo de 2012 na Escola "Regina Coeli", terá como público alvo a família, gestores, professores, pessoal de apoio, ex-alunos e alunos da escola. O evento acontecerá durante todo o ano, com palestras, oficinas, reuniões...Optamos em elaborar este projeto, que culminará no dia internacional das pessoas com deficiência, que é comemorado todo dia 3 de dezembro, sendo uma data oficializada internacionalmente e promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas. Desse modo, aumenta a consciência dos benefícios trazidos pela inclusão das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural.
       Objetivamos ainda, a partir desse projeto, sensibilizar os alunos, os professores, o pessoal de apoio, quanto as necessidades educativas especiais e limitações dos alunos com deficiência, para que entendam que não são incapazes e improdutivos mas sim, precisam de estratégias e/ou recursos adequados para desenvolver suas habilidades. Também, demonstrar as experiências e conquistas das pessoas com deficiências; esclarecer o público sobre algumas deficiências; promover dinâmicas de sensibilização com os alunos e funcionários da escola.
         No decorrer do ano letivo, iremos redirecionar e ressignificar ações que visam incentivar e valorizar a capacitação dos professores e funcionários que lidam diariamente com os alunos de modo geral, não apenas com certificações mas, também com ações de sensibilização para mudanças de posturas excludentes para inclusivas.
         Desse modo, a escola estará executando esse projeto e proporcionando, mais uma vez, um espaço de interação entre alunos e comunidade escolar para que participem e que possam ter mais conhecimentos sobre as deficiências, compreendendo ainda mais, sobre os benefícios que todos obterão com a inclusão.

REFERÊNCIAS

AGNOL, Arlene Dall. Sala de recursos multifuncionais: Propondo caminhos para organizar esse espaço pedagógico. Disponível em http://www.escoladomjoaobecker.com.br/pos-graduacao-em-educacao-inclusiva/97-artigo-arlene-dall-agnol.html. Acesso em: 7 de dez.2011.
SANTOS, Mônica; PAULINO, Marcos. Inclusão em Educação: Uma visão geral. Ed. Cortez.
Wikipédia. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_internacional_das_pessoas_com_defici%C3%AAncia. Acesso em 9 de dez, 2011.
Disponível em: http://pensador.uol.com.br/deficiencia_mario_quintana/. Postado por Renata Vilella. Acesso em 10 dez. 2011.

Eu e a aluna  Dalila, durante uma atividade na SRM
 RODRIGO DECLAMANDO A POESIA DE MÁRIO QUINTANA

DAYVID, DECLAMANDO A POESIA DE MÁRIO QUINTANA

Interpretação em LIBRAS da música Alguém Especial

 Momento da apresentação do projeto

Intérprete em LIBRAS, cantando o hino do Pará


Comunidade escolar, e em destaque, a mãe e irmã da aluna Aline, participando da mostra do projeto

Rayane( colega de turma dos alunos com B.V) declamando uma poesia de sua autoria, sobre o preconceito.

                                                    Fotos do meu arquivo pessoal

sábado, 21 de janeiro de 2012

Olá! estou de VOLTA!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

PROJETO DA XV FEIRA CULTURAL: CULTIVAR A VIDA

SUB -PROJETO: CULTIVANDO VALORES À VIDA
I – JUSTIFICATIVA

       Tendo em vista que a nossa sociedade atual tem estado carente de valores que tornam a vida mais “colorida”. Seja na família, na escola, com os amigos e nos diversos meios de comunicação.

     Percebe-se, na maioria das vezes, que as crianças e jovens não possuem exemplos de vida a qual possam se espelhar para a vivência de valores. São vítimas de uma sociedade individualista, indiferente, desumana, no qual o amor é “cafona”, preponderando a violência – falta de respeito entre as pessoas e com a natureza.

     A escola, assim como a família, tem estado em descrédito; tornou-se um espaço de concretização dessa violência. Aonde os valores de outrora se encontram deteriorados. É o palco de agressões físicas e verbais.

    Já não se inventa coisas boas, apenas se copia os maus exemplos; divulgados nos programas de TV, na internet. Num niilismo que toma conta da juventude. Sem boas ideologias para viver.

   Dessa forma, a execução desse projeto se justifica pela grande relevância que há em propagar trajetórias de vida de pessoas conhecidas e/ou anônimas, que são verdadeiros exemplos de valores já esquecidos e abafados, que podem ser cultivados durante a vida.


II – OBJETIVOS
    Geral:
     Levar os alunos da Escola a refletirem os valores evidenciados nas trajetórias de vida de pessoas conhecidas e/ou anônimas.
  
   Específicos:
• Sensibilizar toda a comunidade escolar da necessidade de se cultivar bons valores à vida;

• Despertar nos alunos à importância da boa convivência para criar um ambiente agradável em sala de aula;

• Desenvolver reflexões sobre ações corriqueiras.

• Reconhecer que, desde bem pequeno, podemos desenvolver boa educação e boas maneiras;

• Contribuir na divulgação de valores constituídos na vida de grandes protagonistas da história;

• Tornar acessível mensagens que sensibilizam e nos faz refletir sobre como melhor viver a vida;

• Expor documentários de pessoas anônimas que provaram que é possível acreditar na vida.

III- METAS ALCANÇADAS
    Contou com a participação de todos os alunos e professores das turmas 3ª D da tarde e das 4ª séries da manhã e tarde. E da comunidade escolar como um todo. Levando-os ao conhecimento de valores desconhecidos ou esquecidos entre estes. Os discentes interagiram com todas as atividades propostas  no projeto. E de fato, cumpriram com o compromisso estabelecido na feira cultural.

IV - ÁREA DE ABRANGÊNCIA

Este projeto teve como área de abrangência o Bairro do PAAR (Localizado na Cidade de Ananindeua), sendo in lócus a Escola Elaine Ismaelino de Freitas, com toda a comunidade escolar desta.
V – PERIODIZAÇÃO HISTÓRICA

   Este projeto de pesquisa foi planejado e executado num horizonte temporal de 1 mês, durante a realização da XV Feira Cultural da Escola Elaine Ismaelino de Freitas, a culminância foi entre os dias 26 e 27 de novembro de 2009.
VI – ESTRATÉGIA DE OPERACIONALIZAÇÃO
    Para a efetivação deste projeto; as professoras coordenaram um grande grupo - que incluiu todos os alunos da 3ªD e das 4ª séries da manhã e tarde, no qual foi subdividida em equipes: de montagem, de pesquisa, de apoio, de execução e de apresentação. De modo que a sala da 4ª série foi organizada para receber o evento.

    A equipe de montagem ficou encarregada da organização do cenário; a de pesquisa coletou todas as informações necessárias para serem afixadas nos painéis; a de apoio contou com os alunos que  participaram da peça; a de execução  constituiu dos alunos responsáveis pela montagem dos painéis dos personagens e suas trajetórias, e também o da fábula; a equipe de apresentação ficou incubida da tarefa de explicar os trabalhos expostos na Feira, estando estes caracterizados de personagens da história.

    Durante a execução dos trabalhos  entraram na sala para visitação apenas 10 alunos por sessão. Para indicar a direção dos eventos foram coladas pegadas no chão escrito valores. Este evento contou com recursos disponibilizados pela escola.

V - METODOLOGIA

    Primeiramente houve uma entrada num formato de coração, com valores e imagens de personalidades distribuídos neste. A fase inicial contou com um painel contendo a imagem, trajetórias de vida e a mensagem deixada por personagens como Madre Tereza de Calcutá, Mahatma Gandhi, Chico Xavier, João Paulo II, Santos Dumont, Chico Mendes, São Francisco de Assis, Charles Chaplin, etc.

    A fase seguinte contou  com a mesa de invenções, contendo a obra e ao lado o autor da obra. Posterior a esta houve um mural com fábulas e imagens referentes a valores. Outro mural destinado aos Recadinhos do coração; painel com o A B C dos valores. Também, tivemos um cantinho reservado para “Galeria do posso, não posso”, com a exposição de molduras confeccionadas pelos alunos expressando por meio de desenhos atitudes de grupo que podem e o que não podem ser feitas. Em seguida foi passado sldes show abrangendo bons exemplos de vida. No centro da sala ficou exposta uma “árvore da vida” que consistia em um caule bem engalhado, coberto com papel crepom verde, onde foram colados balões com mensagens de incentivo à vida dentro dos mesmos. Estes balões foram estourados pelos visitantes, que leram as reflexões contidas dentro, posteriormente encheram outro balão, escreveram nova mensagem, para que os próximos visitantes lessem. Tudo isso ocorreu nos dias 26 de novembro de 2009.

   A peça teatral que conta a história de uma fábula foi encenada pelos alunos no dia seguinte. E  finalizada com a marca da mão deixada pelos alunos(as) e demais participantes numa grande cortina, selando o compromisso com a vivência desses valores.

VI – RECURSOS HUMANOS
01 Profª. Francisca e Profª. Danielly Coordenadoras e Elaboradoras do projeto.
02 Alunos da 3ª D E 4ª Manhã e Tarde Executores e Apreciadores do projeto e toda a comunidade escolar.
03 Dir. Ivanete e Coord. Pedag. Elenize
VII – CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES DA FEIRA CULTURAL

DATA           ATIVIDADE                  TEMPO ESTIMADO

26 e 27/11/2009 *Painel       Trajetórias de vida 2 minutos

26 e 27/11/2009            *Mesa das invenções      2 minutos

26 e 27/11/2009            *Mural das fábulas        2 minutos

26 /11/2009                   *Vídeo dos valores     2 minutos

26/11/2009                   *Recadinhos do coração    2 minutos

26/11/2009                  *Painel do A B C dos valores 2 minutos

26/11/2009                 *Galeria do posso e não posso   2 minutos

26/11/2009              *Arvore da vida           2 minutos

27/11/2009             *Peça teatral              10 minutos

27/11/2009    *Painel do comprometimento    3 minutos
• O tempo estimado para cada sessão será de 16 minutos no dia 26/11/2009 e 20 minutos no dia 27/11/2009. Com os intervalos de 10 minutos para descanso.

VIII – BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
A bibliografia foi pesquisada de acordo com a consulta das personalidades, realizada pelos alunos(as) e professoras, no google e em livros de Biografias.

FOTOS DOS ALUNOS NA XV FEIRA CULTURAL
        Galeria do "Posso e não posso"

                                   Caracterizadas de Charles Chaplin (Rita) e Madre Teresa (Talita) no centro a professora Francisca

Charles Chaplin(Michael), São Francisco de Assis(Pedro),Madre Teresa( Thalita), João Paulo II( Matheus),Chico Mendes ( Lucas Fernando), Mahatma Gandhi ( Fael), Chico xavier...


Roseane (à esquerda) Catarina (à direita) no painel dos "Bons e dos maus valores"


Raíssa no Painel "ABC dos valores"



Elanne(à esquerda) e Débhora Victória (à direita) explicando o Painel das fábulas



Beatriz(à esquerda) e Fernanda(à direita) estavam interagindo com os visitantes da Feira na´"Árvore da vida"


Jocielly no painel do comprometimento


Joyce, explanando sobre os temas abordados no projeto desenvolvido pela 3ª e 4ª séries na XV FEira Cultural da Escola Elaine









quarta-feira, 5 de agosto de 2009

NÃO PERCA TEMPO PROFESSOR!

A Plataforma Freire, criada pelo Ministério da Educação, é a porta de entrada dos professores da educação básica pública, no exercício do magistério, nas instituições públicas de ensino superior. Ao mesmo tempo em que coloca em prática o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, a plataforma homenageia o educador brasileiro Paulo Freire.

É na Plataforma Freire que os professores vão escolher as licenciaturas que desejam cursar, fazer inscrição, cadastrar e atualizar seus currículos. Construída para ser uma ferramenta de fácil acesso do professor, ela também é informativa. Os docentes vão encontrar uma série de dados, entre eles, as tabelas com a previsão de oferta de cursos, as instituições, as modalidades de formação para o período 2009 a 2011.

Para aproveitar todas as informações disponíveis da Plataforma Freire, o professor precisa fazer um cadastro. Entra na plataforma e clica em primeiro acesso, preenche dados, como o CPF e nome completo, cadastra uma senha (com quatro letras e dois números) e informa o e-mail (se não tiver e-mail, a plataforma tem um campo para criá-lo).

ATENÇÃO:Plataforma Freire MEC receberá inscrição até 9 de Agosto
MAIS INFORMAÇÕES ACESSE Plataforma Freire

domingo, 14 de junho de 2009

QUESTÕES DE COMPREENSÂO TEXTUAL NAS AULAS DE PORTUGUÊS

Relendo o artigo, "Questões de compreensão textual nas aulas de português", de *Karen Sabá, uma amiga, fiz a postagem de seu artigo (com sua permissão, é claro!), que trata sobre questões de compreensão textual e tipologias de perguntas contidas em livros didáticos, perguntas estas, que nem sempre ajudam no desenvolvimento das competências comunicativas dos discentes.
Agora... Vamos a leitura do artigo!


QUESTÕES DE COMPREENSÂO TEXTUAL NAS AULAS DE PORTUGUÊS


O ponto de partida dessa análise é o texto de Marcuschi (2001) sobre o LDP, pois a leitura deste texto nos levou a refletir sobre os exercícios de compreensão textual, que chegam às salas de aula via livro didático de português (doravante LDP) em sua maioria representado por exercícios de cópias e transcrições dando pouca (ou quase nenhuma atenção) ao que realmente se deseja como compreensão textual. Nossas reflexões foram feitas em um texto-quadrinhos de Maurício de Souza. Exploramos o gênero quadrinhos para mostrar que o professor, na elaboração de uma questão, precisa se preocupar em fazer de seu aluno um leitor e escritor Lerner (2002) diz que, para isso, é necessário que as questões de compreensão textual estejam direcionadas a este propósito.

Sabemos que o sentido literal dos enunciados inclui constantemente informações subentendidas, ainda previsíveis. Tendo por aproximação as informações e as discussões realizadas por Marcuschi em seu quadro teórico dos tipos de perguntas da compreensão da LDP, construímos uma questão baseada no quadrinho de Maurício de Souza. Essa questão foi fruto de uma atividade acadêmico avaliativa cujo objetivo era nos levar a refletir acerca da escolha do livro didático e do como a avaliação crítica do professor sobre um dos seus instrumentos de trabalho - em algumas salas de aula até o mais importante (quando não o único) - adotado pelo professor nas aulas de português.

A atividade chamou tanto a nossa atenção que nos aventuramos a escrever esse texto que é uma tentativa de reflexão acerca do uso do livro didático nas salas de aula, mais principalmente, sobre o tratamento que vem sendo dispensado pelo professor as questões que envolvem o item compreensão textual nos LDP. Para isso, foi construída a seguinte questão de compreensão.

Com base nos quadrinhos de Maurício de Souza reescreva as falas e escreva conforme a norma culta:


A questão elaborada a partir dos quadrinhos de Maurício de Souza reflete uma tendência muito comum nas aulas de português, quando se trabalha com a língua em uso, querer voltar-se para a norma culta para o ensino da língua padrão, pois ao se corrigir o modo de falar da personagem Cebolinha, demosntra-se uma preocupação com a norma e uma despreocupação com a compreensão textual. A questão é um exemplo típico de questões encontradas em LDP. Com esse tipo de questionamento, o máximo que se consegue em uma aula é a desvalorização das habilidades dos alunos de compreender aquilo que de fato a leitura dos quadrinhos informa: o fato de o Cebolinha que ser bom desenhista.

Para Marcuschi (2001, p.51) ), o fato é

“Que a escola trata de um falso dilema a discussão de se é mais importante”.
saber gramática ou saber o que foi que alguém quis dizer com o que disse. O
dilema: “gramática ou texto?” é um falso dilema. Não se vai longe sem gramática e não se usa a gramática a não ser para produzir textos. É desastroso para alguém se não souber distinguir entre o uso de “ao encontro de” e “de encontro a”, pois correrá o risco de dizer o contrário do que deseja, mas é igualmente desastroso se ele não conseguir entender minimamente os contratos que assina ou as instruções de uso dos aparelhos que compra”.


O autor não se vai longe sem gramática, mas não devemos usá-la sozinha. A questão elaborada, na categorização de Marcuschi, é denominada de cópia, pois o único trabalho do aluno será copiar, transcrever, isto é, passar para a norma culta. Foi proposital a elaboração da questão, esperamos com ela ter provocado naqueles que trabalham ministrando aulas de português a reflexão sobre como e o porquê se ensina a língua portuguesa, pois é urgente que o ensino da língua seja refletido pela comunidade geral e também pelos que fazem direta ou indiretamente a educação.
Na condição de educador em formação e de formadora, presenciamos muitos professores trabalhando com questões cópias, retiradas dos LDP (não estamos aqui condenado o LDP, tampouco fazendo a caça às bruxas). Queremos sim chamar atenção dos professores para o verdadeiro papel das aulas de português: a formação de comunidades de leitores e escritores de vários livros e saibam interpretar desde a propaganda, uma receita e todos os gêneros textuais de seu dia-a-dia.

Bibliografia:
MARCUSCHI, L.A. Compreensão de texto: Algumas reflexões. In: O Livro didático de Português: múltiplos olhares. Dionísio & Bezerra. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001.

LERNER, Delia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. 2007. ______________. Programa de Licenciaturas integradas. Teorias e métodos de leitura. In: Textos selecionados.
*Graduada em Licenciatura Plena em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú-Pará
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Artigo publicado no site: www.idepa.com.br

sábado, 13 de junho de 2009

Vamos caprichar na escolha!


http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/foto/0,,15917752-EX,00.jpg

Os avanços tecnológicos têm possibilitado às escolas um suporte metodológico, necessário ao bom andamento das aulas e melhor apreensão e entendimento dos conhecimentos. No entanto, fazemos parte de uma realidade heterogênea, onde o acesso à tecnologia não chega igualmente a todas as instituições escolares, e quando chega, nem sempre encontra, pessoas capacitadas para conduzirem as aulas adequadamente o que de certa forma acaba dificultando o trabalho do educador. Desse modo, percebe-se que o livro didático ainda é presente e necessário como suporte ao ensino e aprendizagem. Assim, “mais do que contestar a existência do livro didático, trata-se de ver como anda ele hoje em dia e como poderia ser se quiséssemos ainda melhor”. (MARCUSCHI,2001). Sabemos que ainda neste ano, será feita a seleção do livro didático, que ficará por quatro anos servindo como suporte às aulas, nas escolas públicas. Portanto, cabe a nós educadores fazermos a escolha certa, tendo o cuidado em perceber, principalmente nos Livros de Língua Portuguesa- LDP, se os autores trabalham a gramática, numa perspectiva dialógica textual interacionista, cognitiva, focalizando o texto como parte da atividade discursiva, verbal e não-verbal, possibilitando ao aluno ir além da concepção da língua como representação do pensamento, para uma comunicação mais eficaz.

Desse modo, colegas professores, vamos escolher livros didáticos de Língua Portuguesa que apresentem diferentes gêneros textuais que favorecem o desenvolvimento dos conteúdos de linguagem e o estudo da estrutura desses gêneros, que contribua de fato, para o desenvolvimento das competências comunicativas, não aqueles que detem-se a trabalhar, quase que exclusivamente, a gramática pura, com suas nomenclaturas e regras desvinculadas de um contexto, sem nenhuma sequencia didática, que tanto assusta e afasta os alunos das aulas de Português.
Vale ressaltar, que as editoras já estão procupando-se mais na reformulação desses livros didáticos, pois, a maioria dos livros que está sendo catalogada na escola que trabalho já traz uma gramática interativa, com vários gêneros textuais, que
possibilitam uma melhor aproximação dos alunos às leituras significativas para suas vidas, com tipologias de perguntas que exige uma maior compreensão da realidade que vivenciamos, não apenas perguntas que exige tão somente que o aluno transcreva o texto, sem qualquer interpretação.

Sendo assim educadores, vamos caprichar na escolha! Por sabermos
que o livro didático ainda é presente e necessário como suporte às aulas, como diz Marcuschi “mais do que contestar a existência do livro didático, trata-se de ver como anda ele hoje em dia e como poderia ser se quiséssemos ainda melhor”, não podemos esquecer, que em muitas escolas públicas o uso do livro didático é frequente e necessário ao ensino e aprendizagem. Devemos portanto, optar por aqueles que contribuam bem mais na "formação de comunidades de leitores e escritores que saibam interpretar desde a propaganda, uma receita... ou seja a maioria dos gêneros textuais de seu dia-a-dia".
Um grande abraço!


Verdades da Profissão de Professor

http://accosta.files.wordpress.com/2009/02/paulo_freire1.jpg
imagem reetirada: wordpress.com

"Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda".
Paulo Freire